Mamoplastia Redutora

Apesar da moda do aumento de mamas com silicone, muitas mulheres sofre com mamas grandes e pesadas que, além de comprometer a aparência, podem causar desconfortos como dores nas costas, ombros e pescoços, assaduras permanentes, problemas de postura, entre outros.

O objetivo da mamoplastia redutora (plástica mamária) é assegurar mamas mais proporcionais à estrutura física da paciente através da retirada do excesso de pele e tecido mamário (glândula mamária e/ou gordura), reposicionando a mama. Dessa forma as mamas assumem um volume mais confortável, apresentando nova forma, consistência mais firme e posição mais jovem. Ainda é possível conseguir uma simetria mamária casos as mamas sejam muito desiguais.

A mamoplastia redutora pode ser associada à inclusão de prótese mamária para melhorar a consistência das mamas, caso o volume pretendido não seja muito menor ao que se possui no pré-operatório.

Onde ficam as cicatrizes?
As técnicas de mamoplastia redutora variam de acordo com o tamanho da mama, quantidade de pele que precisa ser retirada e ainda necessidade de aleitamento materno. Usualmente a mamoplastia redutora gera a cicatriz periareolar (em volta de toda aréola), pelo reposicionamento desta, associada à cicatriz em T invertido ou âncora.

A mamoplastia baseia-se numa troca que deve ser bem avaliada por toda paciente. Estamos trocando uma mama grande e caída, que causa dores nas costas e desconforto físico e psicológico por outra que tem forma e aspecto agradáveis, tamanho adequado, mas com cicatrizes. Estas, quando bem posicionadas, em pacientes sem tendência a quelóides, são aceitáveis. É uma troca boa e a maioria das pacientes fica satisfeita com os resultados.

Qual é a anestesia da mamoplastia?
A cirurgia é realizada através de anestesia geral ou peridural com sedação.

O que acontece após a cirurgia?
O tempo de internação é de 12 a 24 horas, mais frequentemente sem necessidade de pernoite no hospital.

No pós-operatório é recomendável o uso de um soutien cirúrgico por 4 a 8 semanas.
A limitação do movimento dos braços é vital para a perfeita cicatrização dos tecidos. Após quinze a vinte dias da cirurgia a paciente já está liberada para movimentar os braços, porém ainda tem algumas restrições. Após 30 dias, todos os movimentos são permitidos e pesos até 5 kgs também. Só exercícios para braços e peitoral não são permitidos até completar 2 meses.

Imediatamente já é possível notar a diminuição do volume mamário; após o terceiro mês de cirurgia a mama adquire uma forma mais natural e o resultado definitivo é observado entre 6 a 12 meses após a cirurgia, pelo amadurecimento das cicatrizes
Embora raras, as complicações podem ocorrer: infecção, deiscência (abertura de pontos) cicatrizes inestéticas (conforme predisposição individual), hematoma e sofrimento de pele e/ou aréola. O tabagismo, a obesidade, doenças associadas como diabetes, cirurgia de redução de estômago prévia (gastroplastia) e outros fatores aumentam a chance de complicações.