QUE TIPO DE ANESTESIA É UTILIZADO EM CIRURGIA PLÁSTICA?

A escolha do tipo de anestesia se baseia na indicação médica para cada tipo de procedimento e é confirmada quando o cirurgião plástico está com os exames e as eventuais avaliações pré-operatórias do paciente. “Isso é determinado a partir do diagnóstico feito, estabelecendo a técnica cirúrgica que deve ser utilizada”, explica a cirurgiã plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM 87.718). Por isso, é importante que o médico conheça a equipe anestésica e tenha total confiança em seu desempenho e experiência. “Uma equipe entrosada e que esteja em sintonia durante todo o procedimento já é um excelente passo para o sucesso da cirurgia”, diz a médica.

A anestesia atua de diversas maneiras. É um analgésico que alivia ou bloqueia a dor, um amnésico que impede que o paciente se lembre dos procedimentos e um imobilizador evitando que o paciente se mova enquanto o cirurgião está operando. “A anestesia promove a inconsciência dando mais conforto ao paciente e ao cirurgião e estabiliza os batimentos cardíacos, respiração e controla a pressão arterial”, informa a médica.

Em cirurgias plásticas há quatro tipos de anestesia mais usados. A seguir, Ana Paula explica um pouco mais sobre cada um, confira:

Local: usada para evitar a dor na área da cirurgia. O paciente permanece acordado e consciente de tudo ao seu redor. A anestesia local pode ser aplicada por uma pomada, spray ou injeção, sendo a última mais comum por ser mais efetiva.

Sedação: é administrada por via intravenosa (pela veia) e deve ser associada a outros tipos de anestesia durante a cirurgia, visto que não permite a cirurgia por si só, uma vez que a inconsciência só é mantida quando não há dor. Inclui uma combinação de medicamentos que ajudam a diminuir a dor e ansiedade decorrentes de procedimentos médicos. Existem vários níveis de sedação: consciente que remete para uma forma de nível médio de sedação; profundos que produzem efeitos semelhantes à anestesia geral. De modo geral, durante a sedação, o paciente se mantém respirando por conta própria, porém dormindo profundamente.

Regional: engloba uma série de técnicas anestésicas distintas quanto à execução e à indicação. Essas técnicas têm em comum o fato de a anestesia ser produzida com o auxílio de um anestésico local e ser circunscrita a uma determinada área do corpo. Dentre essas técnicas de anestesia regional, destacam-se:

  • Bloqueios tronculares: um nervo é bloqueado após a deposição de anestésico local sobre ele.
  • Bloqueios de plexo: bloqueia-se um conjunto de nervos responsáveis pela sensibilidade de uma determinada área.
  • Bloqueios espinhais: os anestésicos locais são utilizados a fim de bloquear a passagem do impulso doloroso pela medula espinhal. As técnicas utilizadas são o bloqueio subaracnóideo (raqueanestesia) e a peridural. Esta última é a mais utilizada dos bloqueios regionais, para cirurgia plástica. Além de permitir a cirurgia, diminui efetivamente a dor no pós-operatório na região operada.

Geral: usada para procedimentos médicos amplos. Além de induzir o paciente ao sono, evita dor e previne que o paciente se lembre do procedimento mais tarde. Os fármacos incluídos na anestesia geral são inalados e/ou injetadas na veia. Muitas vezes associada à bloqueio regional (peridural) para diminuir a dor pós-operatória

Fonte- Cirurgiã Plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM 87.718).

 

O QUE DEVO FAZER PARA ESCOLHER UM BOM MÉDICO CIRURGIÃO PLÁSTICO?

A cirurgia plástica bate recordes no Brasil. Afinal, hoje, corrigir ou melhorar alguma coisa que incomoda está cada vez mais acessível a uma camada maior da população. “No entanto, para que o resultado corresponda às expectativas é fundamental que o paciente procure um bom profissional”, alerta a cirurgiã plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM 87.718). Por isso, escolher o cirurgião plástico é o primeiro passo para tudo corra bem.

De acordo com a especialista, ao buscar o profissional é importante atentar-se:

  • Peça indicações de quem já realizou a cirurgia. Não escolha um profissional ao acaso.
  • Um médico de confiança (clínico, ginecologista, cardiologista) pode oferecer alguma indicação.
  • Confira se o médico recomendado tem especialização em cirurgia plástica e está ligado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
  • Procure checar se o cirurgião plástico indicado participa de congressos e palestras, apresentação de trabalhos e publicações.
  • Procure verificar também o número de cirurgias já realizadas por este profissional. 
  • Marque consulta com, pelo menos, dois médicos e observe.
  • Certifique-se de que o cirurgião é credenciado em bons hospitais, mesmo que atenda em clínica particular.
  • Questione se o cirurgião é especialista na área do corpo que você quer modificar.

De acordo com Ana Paula, após realizar essa escolha é fundamental marcar uma consulta para esclarecer todas as dúvidas. “Essa consulta também é importante para avaliar o médico escolhido, pois o profissional deve saber ouvir as expectativas da paciente e orientá-la de maneira muita clara e objetiva”, afirma a especialista.

Por isso, Ana Paula lista algumas dicas importantes para essa primeira consulta:

  • O médico deve perguntar sobre as expectativas com a cirurgia plástica.
  • Fique atenta a um profissional que “promete demais”. A cirurgia plástica tem limitações e ele deve esclarecê-las ao paciente.
  • Dar conselhos de qual procedimento é o mais indicado para as necessidades da paciente.
  • Oferecer informações sobre o procedimento cirúrgico como: nível de complexidade, tipo de anestesia, internação, repouso, restrições na vida cotidiana, cuidados pós-cirúrgico e cuidados em longo prazo.
  • Esclarecer sobre todos os riscos envolvidos.
  • Agir de maneira natural quando for questionado sobre sua formação, qualificações profissionais, experiências e formas de pagamento.
  • Não induzir a paciente a tomar qualquer decisão.           
  • Solicitar os exames pré-operatórios, como sanguíneo, clínico, cardiológico e até o raio-X do tórax, quando necessário
  • Fotografar a região do corpo que irá passar pela cirurgia.

Fonte- Cirurgiã Plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM 87.718)

COMO PLANEJAR UMA CIRURGIA PLÁSTICA

Escolher o médico, o hospital e a melhor data para submeter-se ao procedimento são itens essenciais no momento de planejar uma cirurgia plástica. “Além disso, conhecer os benefícios e os riscos da operação também é fundamental para o sucesso do procedimento”, ressalta a cirurgiã plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM 87.718).

Por isso, a cirurgia precisa ser planejada com antecedência. Afinal, não se trata apenas de um ato técnico isolado, mas sim uma situação abrangente que exige cuidados antes, durante e após o ato operatório. “O paciente precisa atentar-se que irá necessitar de um período para a recuperação, devendo guardar repouso, evitar a prática de exercícios e a exposição ao sol por um período variável de acordo com cada tipo de operação”, acrescenta a especialista.

Além disso, o acompanhamento pós-operatório é muito importante e se constitui em um dos fatores que contribuem para o sucesso do procedimento. “O paciente deve organizar-se para comparecer às consultas e reservar dinheiro, por exemplo, para tratamento estético pós-cirúrgico, como as sessões de drenagem linfática que ajudam a diminuir inchaços e edemas”, reforça Ana Paula.

Portanto, o primeiro passo é identificar qual área do corpo deseja mudar e encontrar um cirurgião plástico de confiança para realizar procedimento. Mas, após essa escolha outras informações e recomendações importantes terão de ser levadas em conta. A cirurgiã plástica enumera alguns deles:

  • Tipo de anestesia: é importante que o paciente e o cirurgião conversem sobre o tipo de anestesia e, se houver qualquer restrição, o médico precisa ser avisado com antecedência. A anestesia escolhida é a indicada para aquele procedimento e não a de preferência do paciente, que muitas vezes tem uma pequena experiência para embasar sua escolha.
  • Tempo de cirurgia e se é preciso internação: cada tipo de cirurgia exige um tempo específico e, nem todas, precisam de internação. Isso também deve ser conversado antes com o médico, assim o paciente já se programa.
  • Verifique quais são os procedimentos pré e pós-operatório: toda cirurgia implica em algumas recomendações e todas elas precisam ser respeitadas e seguidas corretamente. “Não é possível mudar o pós-operatório para encaixá-lo no seu dia-a-dia. É o seu dia-a-dia que tem que se encaixar nas recomendações pós-operatórias”, lembra a cirurgiã.
  • Reserve dinheiro para a drenagem linfática: este tipo de massagem é essencial no pós-operatório ajudando a diminuir inchaços e edemas. Uma reserva para possíveis intercorrências, como necessidade de um medicamento a mais, por exemplo, é bastante importante também.
  • Saiba as consequências e os riscos da cirurgia: consequências seriam cicatrizes, mudança de sensibilidade e outros que estão presentes na cirurgia escolhida. Nenhum ato cirúrgico é isento delas, mesmo pequenas. Os riscos variam de complicações locais a gerais e devem ser considerados e conhecidos.
  • Saiba quais os resultados reais que podem ser alcançados com a cirurgia no seu corpo: lembre-se que seu corpo nunca ficará igual ao de sua amiga.

Fonte- Cirurgiã Plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM 87.718).

O QUE O PACIENTE PRECISA SABER ANTES DE SE SUBMETER A UMA CIRURGIA PLÁSTICA

Fazer uma cirurgia plástica é uma decisão importante. E algo que não pode ser resolvido em um impulso. Por isso, todo o cuidado é essencial neste momento. “A falta de esclarecimento e orientação pode levar o paciente a criar uma expectativa ilusória e o médico a cometer um equívoco que, muitas vezes, pode não ter mais volta”, ressalta a cirurgiã plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM 87.718).

Para evitar qualquer problema posterior, Ana Paula enumera dicas importantes para a fase pré-operatória. Confira! 

Evite expectativas exageradas

Um bom cirurgião plástico precisa estar apto para entrevistar o paciente de forma adequada durante a consulta. Neste momento, cabe ao especialista esclarecer todas as dúvidas e não alimentar expectativas que não podem ser cumpridas. A orientação dada ao paciente antes de qualquer intervenção cirúrgica é fundamental e visa fazê-lo entender as limitações técnicas e físicas de cada um.

Cirurgia exige tempo

Para a especialista, o paciente nunca deve realizar um procedimento cirúrgico estético em um período de muitas mudanças e outras expectativas, ou seja, às vésperas do casamento, de uma viagem ao exterior ou antes de receber uma promoção no emprego.  Afinal, o paciente precisa dispor de tempo e tranquilidade para realizar o pós-operatório. Se a fase não é adequada para ficar de molho, é melhor apostar em um procedimento não invasivo que irá melhorar a aparência, sem exigir resguardo mínimo.

Saiba o que é verdade

Com a popularidade do assunto cirurgia plástica, sites e publicações podem descrever com detalhes o que seria “um nariz perfeito”, após uma rinoplastia, ou um “rosto rejuvenescido”, após um lifting facial. No entanto, essas informações não ajudam o paciente, pois nem sempre o que é publicado realmente procede. Além disso, uma cirurgia pode mudar de paciente para paciente. Portanto, a melhor forma de buscar a verdade é expor adequadamente todos os anseios ao cirurgião plástico, para que ele possa ajudar a minimizar o descontentamento após a cirurgia.

Converse muito com o médico

Comunicação é essencial. E se o que o paciente tem em mente é difícil de entender, por exemplo, diante da afirmação ‘quero diminuir um pouco o meu nariz’, é preciso esclarecer quanto é este um pouco. Todo médico tem de deixar claro que não existe procedimento rápido, simples e indolor.

Procedimentos em versão ‘mini’

Cuidado! Essas promessas de mini que valem por maxi, não funcionam! A proposta de que um mini lifting ou mini lipo exigem pouco no pós-operatório e conferem resultado similar ao procedimento original, pode ser um tanto enganosa. E podem ser ‘iscas’ para a realização de vários procedimentos pouco eficazes.

Fonte- Cirurgiã plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM 87.718)

TRATAMENTO DE ASSIMETRIA MAMÁRIA: SAIBA COMO É REALIZADO

O tratamento de assimetria das mamas é utilizado para corrigir diferença em tamanhos, formatos ou posição das aréolas. No entanto, o tratamento é indicado para mulheres que já tenham a puberdade completa, pois não se espera continuidade de desenvolvimento das mamas. De acordo com a cirurgiã plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM 87.718), durante o procedimento é possível aumentar uma mama pequena com um implante, reduzir um seio grande ou usar dois implantes de tamanhos diferentes. “A assimetria é um processo individual, com várias possibilidades de tratamento, onde cada caso deve ser avaliado individualmente”, explica.

É importante ressaltar que a diferença entre as mamas pode causar desde desconforto até alterações posturais necessitando de correção cirúrgica. Por isso, na avaliação pré-operatória, o médico precisa considerar as medidas das mamas, como altura e diâmetro das aréolas e a distância entre as aréolas e o sulco inframamário. “Essas medidas precisam ser semelhantes entre os lados, pois não é raro que diferenças acima de 2 cm já causam assimetrias perceptíveis”, comenta a médica. 

A partir dessa avaliação, o especialista irá indicar o tratamento mais adequado que varia de acordo com o tipo e o grau de assimetria. No entanto, normalmente não é possível igualar completamente as mamas devido às diferenças osteomusculares, ou seja, da parte óssea e muscular do tórax.

Entenda mais o problema

Ao falar em assimetria mamária, as diferentes situações da mama no tórax devem ser consideradas: uma ou ambas podem se apresentar mais lateralizadas ou juntas demais, uma mais baixa que a outra, ou com formato diferente, como uma mais larga que a outra e assim por diante.

O problema também pode aparecer ou se acentuar após a amamentação, principalmente se o bebê sugar só uma das mamas. Por isso, é importante apostar na alternância das mamas durante este período. “Algumas patologias podem levar à assimetria, como o câncer de mama. E os homens também podem apresentar o problema, com um transtorno conhecido como ginecomastia”, enfatiza Ana Paula.

Existem diversos graus de assimetria. Desde a mais leve e presente em muitas mulheres, até as mais graves onde a paciente nasce sem uma das mamas e sem o músculo abaixo (síndrome de Polland). A simetria obtida com o tratamento deve considerar esse grau e nos casos mais graves pode ser necessário mais de um procedimento cirúrgico.

A cirurgia para correção 

Realizada sempre em ambiente hospitalar, com anestesia que pode varia de local com sedação à geral, dependendo do procedimento, e dura, em média, de uma a três horas. O retorno às atividades cotidianas ocorre aproximadamente duas semanas após a correção da assimetria mamária. No pós-operatório, a paciente pode sentir um desconforto de leve a moderado, e sempre haverá a presença de edema (inchaço) e equimoses (roxos), característicos da manipulação cirúrgica.

Com relação aos resultados, a redução é permanente ou pode aumentar com o ganho de peso ou mudança hormonal. Já os implantes exigem acompanhamento e revisão, quando houver necessidade. Como as mamas estão sempre se modificando, em virtude da ação da gravidade e do envelhecimento, os resultados também necessitam de acompanhamento. “A cirurgia visa aproximar as mamas dos padrões de beleza definidos como ideal, com menor diferença entre as medidas possível”, finaliza a médica.

 

Fonte- Cirurgiã Plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM-87.718)

OS BENEFÍCIOS DA CIRURGIA PLÁSTICA REPARADORA PÓS-OBESIDADE

Perder peso não é só uma questão de estética, significa elevar a autoestima e conquistar qualidade de vida. As taxas de obesidade cresceram muito nos últimos anos elevando os riscos de infarto do miocárdio, hipertensão, diabetes ou arteriosclerose. Por isso, cada vez mais, obesos se submetem à cirurgia plástica de redução de estômago (cirurgia bariátrica), uma intervenção cirúrgica indicada para quem sofre de obesidade mórbida, ou índice de massa corpórea superior a 35%.

De acordo com a cirurgiã plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM-87.718), quando a obesidade atinge um nível crítico e a atividade física não causa mais efeito, é necessária uma intervenção médica. “A cirurgia não tem fins estéticos, é um procedimento que vai alterar os hábitos e a qualidade de vida do paciente proporcionando uma vida mais longa e saudável. Os métodos para o tratamento cirúrgico contra a obesidade são bem radicais e devem ser feitos quando o paciente não consegue mais perder peso sozinho e corre risco de morte”, explica.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, o procedimento é praticado no Brasil há 20 anos, sendo que foram realizados 60 mil procedimentos em 2010 no País, um aumento de 33% em relação a 2009.

Para submeter-se à cirurgia, o paciente deve estar com 45 kg acima do peso ideal ou IMC superior a 35%, ter faixa etária entre 16 e 60 anos e não possuir nenhuma doença contraindicada para a cirurgia. “Esse procedimento cirúrgico não é recomendado para pessoas que têm cirrose hepática, problemas graves no pulmão, lesão no músculo cardíaco e insuficiência renal”, destaca Ana Paula.

Em busca de qualidade de vida

Após a cirurgia de redução de estômago, o paciente geralmente apresenta flacidez no abdômen, braços, pernas e/ou mamas. O excesso de pele pós emagrecimento pode variar em diversos graus, de acordo com a flacidez presente antes da perda de peso, quantidade de quilos eliminados, características individuais da pele, entre outros fatores. O resultado pode comprometer a aparência, a autoestima, prejudicando até a higienização de determinadas áreas do corpo. “Nesses casos, o paciente deve submeter-se a cirurgia plástica pós-obesidade para corrigir os transtornos do contorno corporal provocado pela cirurgia bariátrica”, afirma a cirurgiã plástica.
É indicado esperar, pelo menos, um ano após a operação e ainda mais seis meses de peso estável para a realização dessas cirurgias plásticas. Mesmo que haja flacidez em diversas partes do corpo, as cirurgias devem ser feitas em parte, uma vez que o pacientes com gastroplastia apresenta uma pior cicatrização, em virtude da má-absorção resultante da cirurgia.

As cirurgias mais realizadas pós-obesidade são:

Abdominoplastia (plástica de abdome)

Objetiva retirar o excesso de tecido (pele e gordura) que se acumula principalmente abaixo do umbigo. Não é uma cirurgia para emagrecer, mas sim para o remodelamento do abdômen.

Correção de ginecomastia

É indicada para casos especiais de ginecomastia (mamas) volumosas em homens, que costumam apresentar flacidez e sobra de pele.

Mamoplastia (plástica das mamas)

Tem a finalidade de retirar o excesso de tecido mamário. Na maioria dos casos pós grandes emagrecimentos, observamos um excesso de pele, com queda (ptose) das mamas, e diminuição significativa do volume (parênquima) mamário. Por isso muitas vezes a mamoplastia (reposicionamento das mamas) está associada à inclusão de próteses mamárias para oferecer um “recheio” às mesmas.

Dermolipectomia de braços e coxas

Tem por objetivo melhorar a forma e o contorno da região por meio da retirada de pele e de gordura.

Lifting de face

Corrige algumas alterações específicas, nesses casos, relacionadas à perda da elasticidade cutânea nessas regiões, levando à flacidez e ao excesso de pele. O resultado é um aspecto mais jovial.

Um novo contorno corporal

O cirurgião plástico irá definir quais as cirurgias necessárias e a ordem em que serão realizadas. Geralmente são feitos um a dois procedimentos de cada vez, com um intervalo de seis meses. “O paciente submetido à cirurgia bariátrica tem uma série de deficiências nutricionais como ferro, cálcio, ácido fólico, vitaminas e minerais. A falta desses nutrientes interfere na cicatrização e na qualidade da pele, o que pode aumentar o risco de complicações na cirurgia como alterações cicatriciais ou o retorno da flacidez no pós-operatório”, alerta a médica.

Deve-se ficar muito claro, porém, que o ex-obeso, usualmente, apresenta uma perda de elasticidade intrínseca (dentro) da pele, que não pode ser corrigida por nenhuma cirurgia ou tratamento. Ou seja, as melhoras são significativas, mas os resultados são diferentes daqueles encontrados em pacientes com peles firmes que nunca foram submetidos ao estiramento da obesidade e consequente perda de elastina e colágeno.

Com o avanço da medicina, as técnicas modernas de plástica pós-obesidade traz resultados, cada vez, mais animadores aos pacientes. “Após submeter à cirurgia plástica pós-obesidade para recuperar a silhueta e o bem estar, muitos pacientes ficam satisfeitos com a sua aparência e, aos poucos, se sentem melhor em relação à saúde”, garante Ana Paula Polato Guiné.

 Fonte- Cirurgiã Plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM-87.718)

CIRURGIA PLÁSTICA NA MELHOR IDADE: DESCUBRA QUAIS SÃO AS INTERVENÇÕES CIRURGICAS QUE COMBATEM O ENVELHECIMENTO

Com o passar do tempo, a pele vai perdendo sua elasticidade e tornando-se mais flácida. Na face, isso faz com que rugas apareçam em alguns pontos como região dos olhos, da boca e mais abaixo no pescoço denunciando o envelhecimento. Para minimizar tais sinais, a cirurgia plástica é uma grande aliada porque conta com diversas técnicas para deixar a pele mais firme, bonita e jovem. Segundo a cirurgiã plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM-87.718), o procedimento cirúrgico visa melhorar o aspecto da flacidez, das rugas e dos sulcos, garantindo à face um ar mais rejuvenescido. “A cirurgia que envolve face, pescoço e pálpebras tem a finalidade de retardar visualmente os sinais do envelhecimento, mas não de interromper esse processo”, explica.

A cirurgia de rejuvenescimento facial é indicada para as pessoas que apresentam flacidez facial, geral ou em pontos específicos. Deve ser associada ao tratamento da pele, para otimização e manutenção dos resultados. “A principal finalidade dessa cirurgia é eliminar as características que demonstram o envelhecimento. Rugas, sulcos, flacidez, queda de pálpebras, acúmulo de gordura nas laterais do queixo podem ser tratadas por meio da cirurgia de rejuvenescimento facial com o intuito de melhorar a aparência”, destaca a cirurgiã plástica. 

Revertendo os sinais do tempo

Confira quais são as cirurgias plásticas que podem ajudar no combate ao envelhecimento:

Lifting Facial ou Ritidoplastia

Essa intervenção cirúrgica é indicada para faces que apresentam flacidez, sulcos e rugas de expressão acentuadas pela passagem do tempo. Normalmente, é realizada em pacientes a partir dos 40 anos. A cirurgia tem a capacidade de promover o reposicionamento da pele da face e do pescoço, buscando uma suavização das rugas da testa, diminuição de pés-de-galinha, remoção do excesso de pele e gordura do pescoço, além de realçar a linha mandibular, que é considerada um traço marcante de uma pele jovem. “O lifting facial não tem como finalidade alterar os traços do rosto do paciente, mas proporcionar um rejuvenescimento da face, preservando seu aspecto natural”, esclarece Ana Paula Polato.

Como é feita a cirurgia?

São realizados cortes próximos às orelhas e dentro do couro cabeludo, através dos quais realiza-se o descolamento da pele e gordura em conjunto , o reposicionamento da musculatura e após colocar a pele de volta no lugar, retiras-se o tecido redundante. A tração na pele para retirada do excesso deve ser suave, para que não fique com aquele ar “repuxado”.

O lifting da face pode ser executado com anestesia local e sedação ou anestesia geral. Normalmente a cirurgia tem duração de duas horas. “Caso a cirurgia envolva face, pálpebras e pescoço, o procedimento poderá durar quatro horas ou mais”, diz a médica. 

Pré e pós-operatório

O paciente que irá submeter-se ao lifiting facial deve realizar exames de sangue e avaliação cardiológica, e qualquer anormalidade que o paciente apresente como gripes ou infecções de pele na região em que será feita a cirurgia deve ser comunicada ao cirurgião plástico. No pós-operatório, durante a primeira semana, o rosto fica bastante inchado e pode haver dor. O ideal é o paciente permanecer em repouso em casa nos primeiro dias, com a cabeça erguida. A exposição ao sol deve ser totalmente evitada.

Resultados

Podem ser percebidos a partir do 15º dia e se tornam definitivos entre o 6º e o 12º mês após a cirurgia.

 

Blefaroplastia

Com a finalidade de reduzir os sinais do envelhecimento e do cansaço na região dos olhos, a blefaroplastia é indicada para corrigir deformidades ocasionadas pelo surgimento de bolsas de gorduras nas pálpebras inferiores e superiores e/ou excesso de pele na região.

“As deformidades das pálpebras ocorre pela perda da elasticidade da pele e pela queda dos tecidos, mas também podem surgir por meio de anomalias do crescimento, traumatismo ou outras doenças”, esclarece a cirurgiã plástica.

Como é feita a cirurgia?

A cirurgia consiste em cortes no sulco da pálpebra superior e na linha logo abaixo dos cílios na pálpebra inferior. A pele em excesso é retirada e a gordura herniada é tratada. No final, a pele é suturada com pontos delicados. Nessa cirurgia, a anestesia mais comum é a local com a sedação do paciente.

Pré e pós-operatório

Comunicar qualquer anormalidade que possa ocorrer na véspera da internação no pré-operatório. Logo após a cirurgia, os olhos apresentam edema variável de paciente para paciente e o repouso é necessário para evitar piora do mesmo e sangramentos. Os pontos, fixos nas laterais com esparadrapo de papel (micropore), são retirados em quatro a sete dias.

Resultados
Logo após o 15º dia já é possível notar boa parte do resultado final, sendo que nas próximas semanas esse percentual tende a melhorar de forma bem significativa.
Lifting cervicofacial – Plástica do Pescoço

Com o avançar da idade, a pele fica mais flácida e passa a acumular gordura embaixo do queixo, resultando na aparência de queixo duplo. Para eliminar a flacidez do pescoço existem duas técnicas que podem ser trabalhadas de forma conjunta ou isoladas: a lipoaspiração de submento e o lifting de pescoço. “A lipoaspiração é indicada para pessoas jovens que apresentam um acúmulo de gordura abaixo do queixo, sem flacidez de pele. Caso o paciente apresente excesso de pele e acúmulo de gordura é recomendado aplicar as duas cirurgias”, diz a cirurgiã plástica. 

Lipoaspiração de submeto

O procedimento cirúrgico é feito com anestesia local, normalmente associada à sedação, e são usadas cânulas muito finas, que impedem o aparecimento de depressões ou valas após o ato. Não há necessidade de repouso, mas o uso de cinta compressiva e a realização de drenagem linfática pós-operatória são mandatórias, como em qualquer lipoaspiração. Geralmente a cirurgia tem duração de 30 a 60 minutos.

Pré e pós-operatório

O paciente deverá ficar em jejum de 8 horas, caso a anestesia envolva sedação. Além de não consumir medicamento que contenha AAS (ácido acetilsalicílico) 10 dias antes da cirurgia, pois poderão interferir no processo de coagulação.  Após uma semana da cirurgia, são retirados os pontos e o paciente deve seguir as orientações médicas relacionadas à drenagem e à cinta compressiva.

Resultados

O resultado só começa a ser observado, cerca de um mês após, pois é o tempo necessário para que o edema pós-lipoaspiração seja atenuado e para que todos os tecidos na região comecem a voltar ao normal.

Lifting de pescoço

O lifting cervical tem a finalidade de corrigir a flacidez dos tecidos do pescoço, acentuando a linha da mandíbula e restaurando a forma oval da face.

Geralmente, a incisão é colocada atrás da orelha, escondida pelos sulcos naturais. De trás da orelha, a incisão entra no couro cabeludo, escondida pelo cabelo. O lóbulo da orelha deve ficar solto e natural, evitando a aparência esticada. Às vezes uma incisão em baixo do queixo pode ser usada para ajudar a corrigir os músculos do pescoço. A pele é puxada para cima e para trás e o excesso é retirado. O aspecto deve parecer normal e não esticado. A anestesia pode ser geral ou local com sedação e a cirurgia dura, em média, duas horas.

Pré e pós-operatório

É recomendado suspender o cigarro no mínimo 4 meses antes de qualquer cirurgia facial e evitar tomar aspirina ou similares, quinze dias antes. Após a cirurgia devem ser feitos curativos compressivos nas primeiras 24 horas. E evitar a exposição ao sol nos primeiros trinta dias.

Resultado
O resultado torna o pescoço mais liso e devolve o contorno mandibular, eliminando o aspecto flácido resultante do excesso de pele.

Quem são os melhores candidatos às plásticas faciais?

Pessoas que apresentem rugas resultantes da flacidez na pele facial e do pescoço. Rugas de pele por problemas estruturais da mesma (falta de fibras colágeno, elastina), não são corrigidas com a cirurgia. Os resultados das cirurgias plásticas são mais eficazes em pacientes que estão na faixa etária entre 40 e 60 anos.  Pacientes que apresentam problemas na coagulação sanguínea ou pressão arterial alta devem consultar o médico e ter essa situação totalmente estabilizada antes de decidir fazer uma cirurgia.

Fonte- Cirurgiã Plástica Ana Paula Polato Guiné – CRM- 87. 718

 

 

 

 

CIRURGIA PLÁSTICA: A GESTAÇÃO PODE ESTRAGAR UMA PLÁSTICA ANTERIOR?

O momento ideal para realizar uma cirurgia plástica nem sempre é tão previsível. Hoje, as mulheres adiam cada vez mais a primeira gestação e apostar em um procedimento para sentir-se mais bonita e autoconfiante pode sim antecipar a chegada do primeiro filho. “A maioria dos especialistas afirma que o melhor é optar pela cirurgia plástica após ter dado à luz. Mas quando isto não acontece, não é preciso temer complicações ou impossibilidade de engravidar com saúde”, afirma a cirurgiã plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM-87. 718).

De acordo com a médica, a pele do abdômen tem uma elasticidade que na gravidez é favorecida pela ação de alguns hormônios como a progesterona e o lactogêneo-placentário. “No entanto, a gestante pode sentir um incomodo no ponto onde foi realizada a sutura da plástica do abdome, principalmente se foi feita há pouco tempo”, alerta Ana Paula. Quanto mais antigo for o procedimento, mas chances tem a cicatriz de ganhar elasticidade e acompanhar o crescimento natural da barriga, sem o alargamento da cicatriz ou a maior chance de aparecimento das temidas estrias. 

É importante que a gestante que já fez abdominoplastia, redobre os cuidados com a hidratação da pele, que fica mais sujeita às estrias. “Também é fundamental aplicar protetor solar sobre as cicatrizes, pois há tendência à hiperpigmentação durante essa fase gestacional”, ensina a médica. E ela garante que em relação ao bebê, não há nenhum risco para o seu desenvolvimento dentro de uma barriga que já passou por cirurgia plástica.

Após o nascimento do bebê, alguns fatores podem influenciar a recuperação deste abdômen e, certamente, quanto mais tempo decorrido da cirurgia plástica, menor a chance de perder o resultado obtido. “Controlar o peso durante a gestação é uma medica que ajuda bastante, porém fatores genéticos podem contribuir para a presença de flacidez”, diz. Em muitos casos, dieta e atividade física são suficientes para recuperar a barriga enxuta pré-gravidez, pois os músculos costurados na plástica nem sempre voltam a se romper.

Como proceder em relação às mamas

Uma das cirurgias mais comuns entre as brasileiras é o aumento das mamas, e em muitos casos, é feita antes da primeira gestação. De maneira geral, a cirurgia de aumento das mamas, feita com prótese de silicone, não interfere na amamentação, afinal a prótese é colocada atrás da glândula mamária ou do músculo. “Se o procedimento foi bem realizado não há alteração dos ductos para ejeção de leite. No entanto, a paciente que se submeteu ao procedimento para a redução de mamas, corre mais risco de enfrentar dificuldade para amamentar”, alerta a médica. Essa cirurgia é mais invasiva, pois mexe nas aréolas, mas existe sempre um cuidado de preservar a função mamária.

Independentemente da existência de prótese de mama ou cirurgia de mamoplastia prévia, a queda das mamas após a amamentação pode ocorrer e pode ser minimizada com o controle do peso durante a gestação, hidratação das mamas durante e após a gestação e uso de sutiã apropriado, que promova uma boa sustentação.

“Com o tempo, as próteses vão sofrendo uma leve queda por conta da flacidez da pele e até mesmo pelo volume do silicone. Quanto maior a prótese, mais rápido será a queda da mama, e isso não tem a ver com a lactação”, finaliza. 

CIRURGIA NA ADOLESCÊNCIA: QUAIS OS CUIDADOS NECESSÁRIOS

A cada ano, aumenta o número de adolescentes que, inconformados com a imagem e/ou para estar dentro do padrão de beleza imposto pela mídia, trocam suas festas de aniversário e viagens por uma cirurgia plástica. No entanto, o procedimento em adolescentes exige cuidados muito especiais. “Nessa fase, há inúmeras mudanças hormonais e, em alguns casos,  é necessário estar com o corpo totalmente formado para se submeter a uma cirurgia plástica”, informa a cirurgiã plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM-87. 718). As plásticas de redução e aumento de mamas com caráter puramente estético, por exemplo, são indicadas apenas quando a menina está com, pelo menos, 80% total de seu crescimento para que não haja interferência no seu desenvolvimento corporal. Segundo a médica, essa análise pode ser feita por meio da idade óssea e da estatura dos pais e parentes de primeiro grau. Outros fatores como idade da primeira menstruação em meninas, tratamento ortodôntico em curso e exames hormonais dos meninos na fase do estirão também são avaliados.

Entre as cirurgias mais procuradas pelo público jovem estão: lipoaspiração, cirurgia de mama (aumento e redução), ginecomastia (retirada do excesso de mamas nos homens), rinoplastia (nariz) e otoplastia (orelhas de abano). Porém, não basta o adolescente querer se submeter a uma dessas cirurgias, antes de qualquer decisão, é fundamental que o jovem acompanhado dos pais e/ou responsáveis procure um cirurgião plástico para discutir detalhadamente o seu desejo, avaliar suas expectativas e confrontá-las com o resultado possível de ser obtido. “Faça todas as perguntas, esclareça todas as dúvidas, realize os exames solicitados, siga as recomendações do médico e retorne ao consultório, quantas vezes, julgar necessário”, aconselha Ana Paula.

Segundo a médica, o cirurgião plástico tem de ter muita consciência e conhecimento para operar apenas quando for trazer benefício para o paciente. “Há muitos casos de cirurgias reparadoras, mas as estéticas têm crescido e, entre os fatores que influenciam este interesse, estão opinião de amigos e o padrão de beleza imposto pela sociedade, por isso é fundamental avaliar o tipo de cirurgia, considerar a idade, maturidade corporal e, sobretudo, a maturidade emocional deste jovem paciente”, alerta Ana Paula. O conhecimento do núcleo familiar desse jovem também é essencial.

Idade mínima recomendada para alguns procedimentos:

Redução de mamas: é importante ouvir a opinião de um ginecologista. Além disso, é necessário levar em consideração que tipo de problema está causando, pois se for respiratório e de coluna a indicação pode ser, realmente, necessária. Na medicina, há relatos de uma menina que foi operada com 11 anos, pois tinha mamas de número 48.

Aumento de mamas: neste caso, um mastologista deve ser consultado para que analise se a paciente ainda terá desenvolvimento das glândulas mamárias. A escolha do tamanho das próteses deve considerar, como em todos os casos a proporção do tórax, peso, altura, elasticidade da pele e vontade da paciente, porém também deve considerar as futuras trocas que essa paciente provavelmente terá.

Lipoaspiração: só pode ser feita após 16 anos, com avaliação do caso. Desvios de imagem corporal e a procura pela magreza extrema, comum na adolescência, devem ser pesquisados, se necessário com ajuda de um psicólogo ou psiquiatra.

Cirurgia de orelha (otoplastia): as orelhas param de crescer entre 5 e 6 anos. Portanto, se a criança estiver sofrendo algum tipo de bullying, que irá atrapalhar o seu desenvolvimento social e emocional, a cirurgia já pode ser indicada a partir desta idade.

Cirurgia de nariz (rinoplastia): Após 15 anos, principalmente se houver problema septal, ou seja, se a pessoa respirar pela boca. Quando houver a necessidade de tratamento ortodôntico, a rinoplastia deverá ser considerada após o término do mesmo.

 

Fonte- Cirurgiã Plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM-87. 718)

 

EXERCÍCIOS FÍSICOS X SILICONE: QUAIS SÃO OS CUIDADOS NA HORA DE MALHAR

A busca pelo corpo perfeito faz as mulheres lotarem as academias. Barriga chapada, perna torneada, bumbum durinho: sempre há uma sequência de exercícios que podem turbinar a silhueta e contribuir para deixá-la mais perfeita. No entanto, o sonho de aumentar os seios não se resolve com atividade física. Neste caso, é fundamental apostar em uma cirurgia plástica. “E é importante adotar alguns cuidados especiais na hora da atividade física após aumentar o tamanho das mamas”, diz a cirurgiã plástica Ana Paula Polato Guiné (CRM-87.718). Porém, segundo ela, nada que impeça a paciente de voltar ao ritmo habitual em pouco tempo.

Para esclarecer todas as dúvidas, confira as orientações da especialista:

É necessário interromper a prática esportiva antes e depois da cirurgia?

Antes não há qualquer restrição, sendo que é possível manter o exercício até a véspera do procedimento. “Orientamos repouso completo dos braços por, pelo menos, dez dias, período de cicatrização, onde a movimentação tem grande chance de gerar deslocamentos, abertura de pontos e sangramentos”, diz Ana Paula.

Normalmente o retorno às atividades físicas ocorre após três semanas, com caminhadas leves sem impacto ou bicicleta ergométrica sem apoio. A musculação para membros inferiores também só deve ser iniciada após 30 dias, pelo apoio necessário para realizar grande parte dos movimentos.

Depois de 40 dias, pós-cirurgia, é possível retomar a musculação para braços com atuação apenas da musculatura do bíceps e tríceps, evitando a atividade da região dos ombros, peitoral e costas. “Ao retornar para a academia, é preciso usar carga leve e ir aumentando aos poucos até que se alcance os volumes pré-operatórios”, acrescenta a médica. Somente após 60 dias a musculação poderá envolver ombros, peitoral e costas. Isso porque após esse período não há mais risco significativo de deslocamento das próteses.

Quem tem silicone deve pegar mais leve na musculação?

As restrições são temporárias. Nos implantes subglandulares (abaixo da glândula mamária e acima do músculo peitoral maior) e subfasciais (abaixo da fáscia do músculo peitoral) o indicado é suspender toda atividade física que envolva a região muscular peitoral, ombros e costas, por 60 dias. “Isso porque atuam na região operada e eleva a chance de deslocamento da prótese e até sangramentos”, explica. Já nos implantes submusculares (abaixo do músculo peitoral) a restrição chega aos 90 dias, pois a manipulação muscular é maior.

É indicada proteção ou sustentação extra para praticar exercícios aeróbicos?

De acordo com a especialista, é mais seguro após o retorno das atividades de impacto o uso de sutiã justo ou um conjunto de dois tops para garantir uma sustentação adequada do seio e, sobretudo do implante, com objetivo de diminuir a mobilidade da mama.

É arriscado praticar boxe ou lutas?

Encerrado o período de recuperação após a colocação da prótese, não há qualquer risco para a realização desses esportes. “Os implantes apresentam alta resistência a impactos externos e a probabilidade de ruptura é praticamente nula”, diz Ana Paula. Além disso, há implantes que apresentam um revestimento especial que promove uma aderência aos tecidos (gordura, mama), evitando deslocamentos e/ou rotação, mesmo após traumas externos.

O aumento dos seios pode provocar problemas de postura durante a malhação?

Sim, embora isso seja mais comum em pacientes que já apresentavam problemas posturais no pré-operatório. “Mulheres submetidas à colocação de implantes muito volumosos podem apresentar alterações posturais. Por isso, sempre é indicado terapia de reposicionamento postural após o implante”, completa a médica.